Será que a série continua a evoluir neste Project 8?

Cada vez mais é vísivel a evolução dos jogos da série (que por acaso é conhecida em mais de meio mundo) de um dos skaters mais conhecidos do mundo, Tony Hawk.
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A primeira vez que esta série veio ao mundo foi a 30 de Setembro de 1999, originalmente, para a primeira consola da Sony, a Playstation. Após isso várias consolas poderam contar com portes do jogo, a Nintendo 64 (2000), onde o porte foi concebido pela Edge of Reality, a Dreamcast (2000), que por sua vez foi a Treyarch a responsável pelo porte, e depois ainda o Gameboy Color (2000) e o N-Gage (2003) que as empresas responsáveis pelos portes foram a Natsume e Activision, respectivamente.
Já o seu sucessor, o Tony Hawk’s Pro Skater 2 não teve como destino o Gameboy Color e o N-Gage mas por sua vez, para os computadores, quer para o Windows e Mac OS e para o Gameboy Advance. Mais tarde saiu um porte feito pela Treyarch denominado como Tony Hawk’s Pro Skater 2X que, não foi assim muito bem sucedido.
O sucessor de Tony Hawk’s Pro Skater 3, teve como destino as consolas Xbox, PS2, GameCube, PC (Windows), Game Boy Advance, Game Boy Color, Nintendo 64 e PlayStation. Este terceiro jogo da série foi um dos mais bem vendidos da série e, por sua vez, possivelmente o melhor jogo de sempre desta série.
A seguir, veio – finalmente – o último jogo com o sub-título “Pro Skater”, o Tony Hawk’s Pro Skater 4 que teve como destino as consolas Xbox, PlayStation, PS2, GameCube, Mac OS, Windows, Game Boy Advance e os Telemóveis. Este título foi o primeiro a ter modo multiplayer online se bem que tenha sido descontinuado a 1 de Janeiro de 2006 devido à criação enorme de servidores não-oficiais.
Seguidamente, veio o Tony Hawk’s: Underground que teve como destino as consolas Xbox, GameCube, PS2, PC, Game Boy Advance e para telemóveis. Depois o seu sucessor, Underground 2 teve como destino as consolas PlayStation 2, GameCube, Xbox, PC, Game Boy Advance, PSP (Remix 2) e Telemóveis. Pouco tempo depois, chegou aos mercados o American Wasteland que teve como destino as consolas PS2, Xbox, Xbox 360, GameCube e PC. American Sk8land foi o jogo que chegou aos mercados para as consolas Game Boy Advance e Nintendo DS que era basicamente inspirado na versão da série, American Wasteland. Não muito depois, a versão testada nesta análise, a versão Project 8, para PlayStation 3, PlayStation 2, PSP (versão testada), Xbox 360, Xbox. Por fim, um verdadeiro spin-off, para Wii, Nintendo DS, Game Boy Advance, PlayStation 2, o Downhill Jam. Para os fãs da série, e até os que não são fãs, podem esperar agora o sucessor do Project 8, Proving Ground que vai ter como destino as consolas PlayStation 3, Xbox 360, Wii, PS2, Nintendo DS.
Após esta breve introdução à história de uma das séries mais conhecidas de sempre, passo agora para a análise do jogo Tony Hawk’s Project 8 para a consola portátil da Sony, a Playstation Portable (que por sua vez, teve um port executado pela Page 44 Studios), que também está disponível para as consolas PlayStation 3, PlayStation 2, XBox 360 e XBox.
Em Tony Hawk’s Project 8 o nosso objectivo primário é, com o skater que nós mesmos podemos criar previamente, mudando desde a cor dos olhos, as sapatilhas, a roupa, mesmo tudo ou até com um pré-feito, chegarmos, numa escala de 0 a 200 aos 8 primeiros lugares do ranking para entrarmos no projecto de Tony Hawk que se baseia em criar uma equipa de 9 skaters (8 + Tony Hawk). Neste jogo temos mesmo inúmeros main quests e até side quests (gaps) que nos ajuda a chegarmos ao nosso objectivo, entrar para equipa de Tony Hawk e por isso mesmo podem contar com umas inúmeras horas de jogo para conseguirem chegar aos 8 primeiros ou até mesmo, chegarmos ao lugar número um. Mas, o jogo não é só feito de quests, sem desbloquearmos nada. Temos muitas coisas para desbloquear, entre elas, skaters locais e profissionais, lugares para andarmos de skate, patrocínios (desde Adio a Zumiez) entre outros. Mas também existem mais factores que inovam mais uma vez esta série Tony Hawk. Um deles, e o mais importante, é o nail-the-trick que tem como objectivo, em slow-motion, fazermos flips usando (no caso da psp) o analógico, o d-pad e todos os outros botões (pondo de lado o R e L). Este modo começa agora a ser utilizado em todas os jogos (posteriores a este Project 8 da série Tony Hawk, indo agora a série inovar por adicionar mais dois modos deste tipo, o Nail the Manual e o Nail the Grab que poderemos ver no próximo jogo da série, o Proving Ground.
É espectacular o número de personagens jogáveis e desbloqueaveis. Temos skaters como,
* Tony Hawk
* Lyn-Z Adams Hawkins
* Bob Burnquist
* Dustin Dollin
* Nyjah Huston
* Bam Margera
* Rodney Mullen
* Paul Rodriguez, Jr.
* Ryan Sheckler
* Daewon Song
* Mike Vallely
* Stevie Williams
e, ainda alguns extras que se vai desbloqueando ao longo do jogo.
Mas mesmo com estas evoluções e com mais skaters para apresentar, Tony Hawk’s Project 8 não foi assim tão fiel à tradição de cada jogo ser sempre mais superior ao outro. Isto falando no caso das consolas caseiras porque esta versão Project 8 para a PSP foi visivelmente superior à anterior versão que saiu para esta consola, a Underground 2 Remix. Como disse, é apenas visivelmente, os gráficos desta versão estão muito superiores. Mas apenas isso, a fluídez do jogo devia ser maior, a jogabilidade e longevidade continua a ser uma coisa a faltar a estas versões. Um factor muito importante que tem faltado na série Tony Hawk é história. Só mesmo Underground é que foi um jogo com uma boa história, mesmo tendo sido dos únicos, juntamente com o Underground 2 e American Wasteland. Mais uma vez, é uma enorme pena este não ter uma história decente.
Para quem nunca jogou nenhum Tony Hawk, aliás, nenhum Tony Hawk na PSP deve começar primeiramente pelo mapa Training. Como o próprio nome indica, o mapa é para os jogadores se habituarem e ficarem a conhecer as teclas deste jogo. Este mapa é uma espécie de garagem com rails, rampas e outras coisas. É um mapa relativamente pequeno mas não deixa de ser engraçado. Começamos o jogo propriamente dito na nossa terra natal, que não sabemos o nome, denominada no jogo como Suburbs. Aí teremos inúmeros objectivos para completar para conseguirmos subir ao máximo no ranking. Neste nível temos desde missões em que temos de fazer truques pedidos para fotos, ou até como objectivo termos de fazer um combo infinito e até mesmo, dar um pontapé na porta do nível para ela abrir depois de um carrinho telecomandado nos ter dado velocidade. O mapa, como já disse, é a nossa terra natal, um bairro muito engraçado, cheio de espaços verdes com várias casas e muito bonito. Downtown, é este o nome do mapa que se segue a Suburbs que desbloqueamos por fazer a missão que falei mais acima, a tal que se abre o portão com um pontapé na porta após termos sido levado por um carrinho telecomandado que nos deu a velocidade para saltarmos por uma rampa para irmos ter com a porta, para podermos dar o pontapé. Este é o mapa onde por exemplo, aprendemos a fazer os nail the trick do jogo. É um mapa muito completo, tem tudo para todos os gostos. Desde rails, rampas entre outras coisas. É um verdadeiro mapa de street mas para quem gosta mais das rampas, também o tem neste mapa. Este é o mapa onde estão mais skaters juntos, Daewon Song, Paul Rodriguez e Rodney Mullen. O mapa City Center segue-se ao mapa falado acima, é um mapa no centro da cidade onde iremos ter inúmeras missões. É um mapa mais baseado em rampas mas também tem muitos rails para quem é mais adepto do street. É extremamente bonito e deve ser um dos mapas mais apelativos do jogo. Aqui poderemos encontrar o skater Myke Vallely. High School é um nível passado na escola. Uma escola muito grande com vários obstáculos e com missões espectaculares como um espectaculo que temos de fazer aos estudantes e até, uma corrida à volta de skate pela escola. De seguida, é a vez do mapa Car Factory, uma fábrica de carros (Jeep) é um dos mapas mais completos do jogo. Tem demasiados obstáculos que até chateiam. Ainda assim, o mapa não é mau e é muito porreiro por exemplo, ownar skaters como o Dustin Dollin e o Stevie Williams numa espécie de campeonato.
Crete Park, é um parque de skate baseado em bowls e com apenas alguns rails. O parque ainda tem uma secção por desbloquear que é um acréscimo ao parque que, mesmo depois de desbloquearmos, está ainda a ser construindo. Nesse acréscimo temos ainda uma série de rails e rampas onde podemos andar de skate. Numa espécie de missão final deste mapa, temos um campeonato de skate que nos ajuda muito a subir no ranking.
Após este penúltimo mapa, segue-se o Fun Park, o último mapa do jogo. Provavelmente para muitos vai ser este o mapa que vai garantir os jogadores chegar aos 8 primeiros no ranking. Após fazermos as missões deste mapa, se estivermos nos 8 primeiros, o Tony Hawk vai-nos convidar para um espectáculo para o público de skate. Para além disso, este mapa tem inúmeros gaps, obstáculos e muito por onde nos podemos entreter.
Também existem mapas desbloqueaveis que os jogadores da série irão reconhecer de jogos como o PS (Pro Skater), 2, 3, 4; Underground e American Wasteland.
Notas
Em termos gráficos o jogo não está mau para a capacidade da PSP, as animações são boas. Claro que também há bugs mínimos como metade do corpo ficar dentro do chão quando se cai ou não se conseguir apanhar a letra C nos Combos, entre outras coisas. Claro que os bugs são uma coisa que não se pode perdoar, e fica muito mau para o grafismo do jogo. Ainda assim, se ignorarmos um pouco estes bugs, o grafismo não é propriamente mau, especialmente quando se está a jogar numa consola como a PSP. Para além disso, as texturas do jogo estão boas especialmente a dos mapas estão muito porreiras, tal como os mapas em si. – 7
Falando agora do som, podemos contar com uma espectacular variedade de música. Existem vários estilos mas é maior a probabilidade de ouvirmos por exemplo, Rock ou Punk do que Metal ou Hip-Hop. Ainda assim, se quiserem podem usar as configurações da música para escolherem se querem que toque mais o estilo de música que querem ou até, um estilo de música que não queiram ouvir por nada. Em termos de bandas, podemos contar com bandas desde #+44 a Zeke. Falando mais do som ambiente, por acaso supreendeu pela positiva. É espectacular ouvirmos o verdadeiro barulho do skate a fazer truques como ollie ou kickflip. O som é sem dúvida um dos pontos a favor deste jogo. – 9
A jogabilidade da versão PSP não é propriamente porreira, é um bocado complicada no início, especialmente está habituado a consolas caseiras e quando se tem mãos grandes. Para além de combos infinitos que às vezes temos de fazer, é muito díficil fazer enormes combos em pequenas teclas, muitas vezes até mínimos truques como um hard flip onde temos de carregar ao mesmo tempo o d-pad para cima e para o lado esquerdo e isso, para as teclas da PSP, torna-se mesmo muito díficil. É que para além disso existem muitas quests para truques assim. Para além disso, existem estupidamente muitos truques que usam diferentes combinações. Além do mais, ainda há truques desbloqueaveis e isso torna muito complicados de serem decorados os controlos.
Uma nova adição mais ligada à jogabilidade é o Nail the Trick que é propriamente fácil quando se começa a experimentar mas, após isso é espectacular as variações que podemos fazer com o d-pad e outros botões para fazer esplendidos flips. – 7
Um dos pontos mais mediocres deste jogo é a longevidade. Tony Hawk’s Project 8 não é um jogo que demore propriamente muito tempo, um jogador normal consegue acaba-lo em cerca de 7 horas. Isto claro, falando da carreira sem desbloquearmos tudo o que é possível e fazer todos os gaps. A única coisa que faz com que a longevidade não seja boa é sem dúvida os main quests que nos fazem desbloquear níveis serem muito básicos e para muitos, isso chega-lhes para dizerem que têm o jogo acabado. A dificuldade devia ser maior mas não é o que acontece. Ainda assim, os jogadores têm o modo Free Skate para andarem livremente pelo nível escolhido ou o modo Classic para recordar as aventuras dos jogos Pro Skater. Outra coisa que ajuda a longevidade é o multiplayer na mesma consola jogando o jogo Horse. Este jogo baseia-se em fazer um jogador fazer um combo e o adversário fazer um resultado maior. Se esse jogador fizer um resultado superior ao do adversário, ele terá de tentar a sua sorte e fazer um resultado maior e, se não o fizer recebe a letra H. Isto até um dos jogadores completarem a palavra Horse. Para além do multiplayer na mesma consola, ainda há o multiplayer por Ad-hoc que já permite mais tipos de jogo. Esses são o Trick Attack, Nail-the-trick Attack, Obstacle Course, Graffiti, Elimiskate, Score Challenge, Combo Mambo, Slap!, Pot O’ Gold, Capture the Flag, King of the Hill e Scavenger Hunt. – 7
Os extras adicionais do jogo foram por acaso adições espectaculares mas nada de muito especial. Os extras que podemos contar nesta versão PSP são poucos, mas bons. Entre eles, níveis clássicos que podem ser desbloqueados no Classic Mode, skaters extras e a adição espectacular que foi o nail-the-trick. Ainda assim, esta adição do nail-the-trick não é muito cativante. – 7
Pontos Fortes
• Banda sonora
• Nail-the-trick
• Desbloqueáveis
Pontos Fracos
• Jogabilidade
• Longevidade
• Alguns bugs no jogo
• História
Nota Final – 7 – Tony Hawk’s Project 8 não é um jogo perfeito como alguns dizem, longe disso. É um jogo razoável que só não o faz quase perfeito devido à sua jogabilidade, longevidade e história que são pontos muito importantes para a qualidade de um jogo. Ainda assim, este é um jogo recomendado apenas para quem quer passar um bom tempo com um jogo simples e divertido. Sendo assim, aqueles que procuram um jogo para se divertirem, este é um candidato mas, nunca a full-price. Dar o seu full-price é simplesmente estúpido. Por isso já sabem, se por acaso encontrarem este jogo a low-price, estão a fazer um bom negócio ao comprá-lo. Ainda assim, é só aconselhável a quem tem um gostinho mínimo pelo desporto skate em si.

Bem, grande análise. Por acaso é um título que já não jogo há uns aninhos. Lembro-me de dissecá-lo quando era mais novo na sua versão PC. Não estive a ler a análise na integra, mas se é assim tão grande o jogo deve ser engraçadito. Se não o fosse, o texto teria quê? 1/6 do que tem?!
lol
xD
inpanzinator, acho que nem foi assim uma análise tão grande. Por acaso poderia ter sido mais resumido mas não penso que seja assim tão grande.
Já agora, deves-te ter enganado quando disseste que é um título que já não jogas há anos, certo? É que, para além de este não ter saído para o PC, é um jogo que saiu em Novembro de 2006. Esse há anos parece que já jogas-te este jogo há mesmo muito tempo. Como disse, ou enganaste-te na plataforma ou no jogo.
Abraço.
Este jogo, como quez diz “Tony Hawk”. Não foi esta “versão” é claro…
Boa análise. Gostei do que li, e tens aqui um bom blog, por isso continua!
Cumps
gfhjfghjfghjfghj ghjhg jè§ûı5·←2ø♠┤ÿ¼øø╣ß+,°^õöFÜú ↑+ÌR▓\g░
Olha
Há um erro, se completar todos os gaps abre um novo mapa, que é uma grande ladeira